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Nunca imaginei que ler um livro pudesse ser tão doloroso assim (na verdade foi escrito com o sangue dos meus olhos kkk). Ler a série Outlander sempre foi um desafio pra mim tanto que, geralmente, leio um livro por ano da saga. Mas o oitavo livro conseguiu o feito de ser tão ruim quanto o quarto, o que já diz muita coisa.
Isso é bem particular da série, mas sempre que alguém me pergunta se é melhor ler os livros ou assistir à série, eu respondo sem pensar duas vezes: a série, com toda certeza. Ela não é perfeita, claro, mas a minha experiência com os livros definitivamente não foi boa. Só pra constar: dos oito livros que li, o terceiro é o meu favorito, e os piores, sem discussão, são o quarto, o quinto e agora o oitavo.
O grande problema dos livros é a dificuldade da Diana Gabaldon em não enrolar. Existem cenas e acontecimentos completamente dispensáveis, que servem apenas para encher páginas. Esses calhamaços facilmente poderiam ter 500 páginas a menos. A Diana é extremamente detalhista e isso não é um problema em si. Pelo contrário: cenas importantes ficam ainda melhores graças à riqueza de detalhes. O problema é que ela se excede demais em momentos totalmente desnecessários, o que torna a leitura cansativa e, muitas vezes, frustrante.
Mas enfim… vamos falar das partes boas, porque elas existem.
Nesse livro, Claire e Jamie mais uma vez estão indo para a guerra (nenhuma novidade aqui), mas dá pra sentir claramente o cansaço dos dois e a vontade genuína de voltar para sua terra e, finalmente, deixar as guerras para trás. O amor entre esse casal é quase palpável parece que só a morte mesmo seria capaz de separá-los.
Temos também, finalmente, um momento feliz para o Jovem Ian (que de jovem já não tem mais nada) e Rachel. Na série, esse casal praticamente não existe, mas nos livros eles ganham um espaço muito bonito. Além disso, temos o casamento de Dorotheia com o irmão da Rachel (sim, esqueci o nome dele 😅), o que traz um certo alívio em meio a tanto caos.
O John também ganha um protagonismo bem grande nesse livro, e confesso que fiquei apreensiva com a questão da sua sexualidade depois que essa informação chega a um rebelde. Espero muito que isso não se volte contra ele mais pra frente.
Eu realmente achei que, nesse livro, nosso casal principal já estaria com um pé na Escócia. Mas, pelo visto, eles estão fincando raízes novamente na cordilheira dos Fraser.
E a Claire… tadinha. Não tem um minuto de paz nessa saga, né? Do nada, ela leva um tiro e quase vai de arrasta pra cima. Depois de Jamie renunciar ao seu cargo em plena guerra, ele simplesmente para tudo para ficar ao lado dela. Isso vai dar problema pra ele no futuro? Provavelmente. Nem os personagens aguentam mais essa história, gente.
O que eu não engoli de jeito nenhum foi a decisão da Diana de reviver o trauma do estupro da Claire. Nossa, que angústia. Do nada, ela encontra o homem que fugiu antes do Jamie chegar para resgatá-la naquela época. Graças a Deus, o Jamie resolve a situação, e eu espero sinceramente que a autora não volte nesse trauma novamente, porque já foi mais do que suficiente.
Mas o que mais me chocou nesse livro foi a morte da Jane, a prostituta. A série foi extremamente fiel a essa cena, e mesmo assim eu fiquei muito abalada com tudo o que aconteceu. A Diana realmente tem talento pra fazer a gente chorar horrores nessas partes.
O que acontece no livro e não na série
A série cortou algumas cenas do livro 8 e eu entendo completamente essa decisão. Ainda assim, acho importante registrar que aconteceram coisas relevantes no livro que provavelmente vou precisar lembrar quando for ler o último volume da série.
No fim das contas, o livro não é de todo ruim, mas, sendo bem sincera, só uns 30% realmente prestam. Espero que o próximo e último livro seja mais tranquilo e menos sofrido de ler.
Então, se você quer conhecer a história de Outlander, por favor: não leia os livros. Assista à série. Pelo amor de Deus.

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