Chama de Ferro — Rebecca Yarros (Quarta Asa #2)

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Geralmente, eu evito escrever resenhas negativas… mas com Chama de Ferro não tem como fingir que tá tudo bem. Eu precisava registrar aqui minha indignação com essa leitura, especialmente porque Quarta Asa foi uma experiência maravilhosa pra mim (minha resenha tá aqui no blog se você ainda não leu ✨).

Eu estava muito ansiosa por essa continuação, mas infelizmente encontrei em Chama de Ferro uma narrativa arrastada, repetitiva e sem o impacto emocional que eu esperava. 😞


⚠️ AVISO DE SPOILERS DE QUARTA ASA


📖 O Enredo

A história começa exatamente de onde Quarta Asa terminou. Violet Sorrengail sobreviveu à batalha brutal, viu seu amigo Liam morrer 💔, descobriu que seu irmão Brennan está vivo (oi?! 😳) e que o grande amor da sua vida, o irresistível Xaden Riorson, escondeu a verdade dela o tempo todo. E como se não bastasse tudo isso, ela ainda está se recuperando de uma facada venenosa de um Venin — o que não é pouca coisa.

Depois de curada, Violet precisa voltar pra Basgiath como se nada tivesse acontecido, junto com Xaden e os outros que foram praticamente enviados pra morte. Eles precisam fingir que está tudo bem, que ninguém foi traído, e esconder o fato de que Aretia ainda existe e está armando uma revolução em segredo. Enquanto isso, os Venin seguem conquistando cada vez mais territórios… e ninguém parece saber como enfrentá-los.

Conhecemos novos personagens, como o filho do rei (esqueci o nome dele 😅); a irmã do Liam (que quer matar a Violet de qualquer forma) e vários calouros que vão morrendo pelo caminho. O grupinho da Violet segue firme e forte: Imogen, Ridoc e Rhiannon continuam com papéis importantes na trama.

Mas é claro que alguém precisava chegar pra causar: o novo comandante Varish chega pra “organizar” a bagunça — tipo uma versão militar da Dolores Umbridge. Então já sabe que vem treta por aí. 

Agora com mais liberdade, os segundanistas precisam continuar enfrentando desafios e aulas normalmente. Mas o caso de Violet e Xaden é mais complicado: como os dragões deles são consortes, eles não conseguem ficar longe um do outro. A solução? Eles se visitam a cada 15 dias — uma vez Violet vai, outra Xaden vem. Romântico? Nem tanto, quando tudo que eles fazem é brigar. 💢

A leitura até empolga na primeira parte, mas depois... gente, parece que a Rebecca foi tomar um café e deixou outra pessoa escrevendo. O livro muda completamente. Um acontecimento importante faz todo mundo sair de Basgiath e ir para Aretia, onde tentam manter o ritmo de treinamento com a ajuda dos grifos e seus montadores. Alguns personagens novos aparecem, mas a sensação de "filler" persiste.


😵‍💫 O Problema

A segunda parte do livro é uma grande… enrolação. Sim, eu disse. Puro lenga-lenga. A Rebecca se perde em diálogos repetitivos, descrições longas que não levam a lugar nenhum, e discussões sem fim entre Violet e Xaden (e olha que eu amo o Xaden, viu?). 💔

A tensão romântica que era tão boa virou frustração. A autora separou o casal durante 90% do livro e não conseguiu sustentar nem o romance, nem a fantasia. E quando eles se encontram, é só briga. Violet brigando, Xaden pedindo desculpa. Chega uma hora que dá vontade de dizer: minha filha, ou perdoa ou termina de vez!

E se não queria focar no casal, por que não investiu em outros romances no enredo? Aah, paciência pra entender…


😐 A Violet

Gente… a teimosia dessa menina me tirou do sério. Várias vezes ela quase morre por decisões que são vendidas como “corajosas”, mas que na verdade são só burrice mesmo. Entendo que ela quer ser forte e provar que é capaz, mas tem hora que dá vontade de gritar: amiga, pensa só um pouquinho antes, por favor! 


🖤 O Xaden

Perfeito do início ao fim. Mentira, tenho críticas sim. 
Faltou mais profundidade no desenvolvimento dele neste livro. Aquele Xaden cheio de camadas, misterioso e apaixonante simplesmente não apareceu. Aqui, ele tá apagado, distante, e só serve pra dar suporte emocional à protagonista — e isso é muito pouco pra um personagem tão promissor. 


✍️ Considerações Finais

A escrita da autora continua boa e a leitura é fluida. Mas o conteúdo… ficou devendo.
O ritmo não engrena, o impacto emocional não chega, e o desenvolvimento do mundo que tanto me encantou em Quarta Asa simplesmente desapareceu em Chama de Ferro.


Espero que o terceiro livro venha com menos enrolação, mais dragão, mais guerra e menos mimimi. Porque essa série tem potencial. Só falta a Rebecca lembrar do que a gente gostou lá no começo


📚 Nota: 3 estrelas (★★★☆☆)
Porque sou generosa — e ainda tenho fé nessa história!

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2 comments

  1. É a segunda saga dessa autora que leio, e o meu sentimento foi o mesmo que você descreveu, ela cria uma coisa muito promissora e empolgante e depois começa a enrolar e os personagens simplesmente ficam chatos, aí quando você acha que pode melhorar fica sabendo que a previsão é ter 5 livros! Nisso eu acabei abandonando na metade do terceiro livro. Melhor seria ela condensar as historias se não tem material pra encorpar todos os livros da série, eles acabam virando uma novela longa e chata com o sentimento “poderia ter sido tão melhor”, não sabendo como, não sou escritora, mas sei que poderia ser melhor sim! Lkkk

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    Respostas
    1. Até hoje não tive ânimo para ler o terceiro livro. Estou pensando seriamente em abandonar. Não tenho mais interesse em continuar com essa enrolação. O pior é o que vc disse, a série tinha tudo para ser maravilhosa e se tornou um sistema de pirâmide sem fim. 😥

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